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Cachoeira Rabo de Cavalo

Cachoeira Rabo de Cavalo

A cachoeira Rabo De Cavalo fica em Conceição do Mato Dentro, no Parque Estadual da Serra do Intendente, a 23 km do centro Conceição. São aproximadamente 20 km de estrada de terra. Ela tem 150 metros de altura e um poço de mais ou menos 20 metros de profundidade. Seu nome deriva do fato de suas quedas, são 3, lembrarem um rabo de cavalo balaçando quando há vento. Suas águas são extremamente geladas em julho. Maior parte do dia não pega sol no seu poço. É uma cachoeira muito bonita. Acredito que eu tenha começado bem o meu amor pelas trilhas…

Fotos no final do post.

A trilha

Eu sempre ouvia falar da Serra do Cipó, mas eu nunca tive a oportunidade de ir lá. Até que um colega da minha noiva comentou que fazia parte de um grupo de trilha e que haveria um passeio à Cachoeira Rabo de Cavalo. Pegamos o contato dos guias e pedimos mais informações.

O preço do passeio estava bacana e a trilha era leve, o que era ótimo já que nunca tinha feito uma trilha desse tipo. No passeio estavam inclusos o transporte e o almoço. Decidimos ir, minha noiva, minha sogra e eu.

A van nos pegou em BH e praticamente nos deixou na “porta” da cachoeira. Como dito anteriormente, o trecho do centro de Conceição do Mato Dentro à entrada do parque onde se encontra a Rabo de Cavalo tem vários kilometros de estrada de chão. O que pode ser um transtorno para carros baixos.

Da entrada do parque ao nosso destino final gasta-se aproximadamente uma hora de caminhada, trilha bem leve, com poucos obstáculos de média dificuldade. Você atravessará um riacho, onde podera molhar seus pés, uma ou duas valas. Quando fomos lá toda a trilha havia sido “reformada” a pouco tempo. O terreno estava agradável e havia escadarias e corremãos sempre que necessário. Eu acho que até fiquei um pouco mal acostumado (risos), pois a trilha que fiz após essa já não tinha essas facilidades.

Na entrada da cachoeira você deparará com uma escadaria bem íngreme mas são menos de 100 metros de descida com corremão.

Quando eu decidi fazer o passeio não tinha a intenção de nadar, como não sou um exímio nadador, pedi ao Rodrigo, nosso guia, para levar colete salva vidas. Quando vi àquela cachoeira maravilhosa não deu outra, quis entrar na água, pois já havia chegado ali e provavelmente não voltaria tão cedo.

Ao colocar os pés na água vi o quão ela estava fria. Em temperatura ambiente nunca vi uma água tão gelada. Não conseguia ficar 30 segundos com os pés na água, pois doía. Não estava com coragem de enfrentar aquele frio. Dos mais ou menos 12 integrantes do grupo apenas 2 haviam entrado na cachoeira, o guia e mais um. Decidi ir nadar também, afinal já estava ali.

Com o colete entrei na água gelada e fui em direção à queda. Na lateral esquerda do poço há uma pedra o qual possibilita a parada para descanso durante a natação.

Sobre os cuidados consigo mesmo

Como havia dito anteriormente eu não tinha plano para nadar. No dia anterior ao passeio eu não almocei e nem jantei uma refeição completa, comi apenas sanduíches, por causa da correria para arrumar as coisas pro passeio e por conta do trabalho.

Havíamos levado lanches leves para trilha, como biscoito e frutas.

Já no poço, eu queria ir até a queda da Rabo de Cavalo. Ao chegar perto da queda, a água que estava caindo me empurrava para trás, tentei umas três vezes e decidi voltar. Na volta, literalmente minha força acabou. Não tinha energia, simplesmente, parei e esperei um pouco para recuperar um pouco de energia para voltar a nadar. O colete estava subindo e dificultando minha respiração. Consegui chegar na pedra na lateral do poço, fiquei lá uns 10 minutos, tremendo de frio, o guia me perguntou se precisava de ajuda, lhe expliquei a situação e disse que eu queria voltar sozinho. Eu estava com dois medos, de ter uma hipotermia ou ao entrar na água perder a energia e o colete dificultar novamente a respiração, mas depois de um tempo descansando e tremendo de frio, entrei na água e consegui retornar.

Troquei de roupa, vesti uma calça seca e uma blusa de frio e deitei, não tinha mais força pra nada. Comi banana e biscoito. Com um tempo minha energia foi voltando. O bom que era uma trilha fácil, se houvesse acontecido numa travessia como a de Tabuleiro, a situação seria bem mais tensa.

Deixei essa seção separada por querer deixar duas dicas muito importantes, sempre vá bem alimentado para uma trilha, incluindo a alimentção do dia anterior, e sempre esteja ciente das suas capacidades, se não nada muito bem, use o colete, nunca se sabe o que pode acontecer.

Retorno

Após voltarmos para a van, fomos para uma casa de apoio local o qual também era um bar, lá iríamos almoçar já por volta das 14 horas. Almoçamos, batemos uma prosa, tomamos uma cerveja e voltamos pra BH. Chegamos em BH entre 19 a 20 horas.

Guias

Nosso guia foi o Rodrigo da Trilhas do Cipó, que juntamente com a Ana, administram a empresa de eco turismo. Gostamos bastante de ambos, são bem profissionais e atenciosos, entenderam que na trilha havia gente de todos os níveis e souberam atender a expectativa de todos. O passeio nos custou cerca de 120 reais, o transporte de ida e volta de BH, a trilha e o almoço.

Google Maps e Strava

Google Maps

Strava

Galeria de Fotos

Fotos da trilha na Cachoeira Rabo de Cavalo

Chuvinha amor. Uma igreja no caminho para Conceição. Entrando no Parque Estadual da Serra do Intendente. Entrada no Parque Estadual da Serra do Intendente. Casa de um antigo morador. Nós na trilha. O Caminhante tirando àquela foto. Um riacho em que temos que atravessar. Placa do Parque. A cachoeira de longe. Descida da cachoeira com escadaria. Trilhas do Cipó. Poço maravilhoso. Visão completa da cachoeira. Eu e minha noiva. Água linda. Rodrigo e eu, nos preparando para irmos à queda. Indo em direção à água. Máximo que cheguei perto da queda. Quando a energia acabou tive que parar na lateral e pegar fôlego. Poucos antes de tomar coragem e recuperar as energias para voltar. Vivo e retornando. Local onde almoçaríamos. Não sei que lugar é esse. Riacho próximo ao bar. Cachorro elegante. Aves de rapina. Pôr do sol lindo na volta.
Fotógrafos: Carolina Márcia, Elias Soares